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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Por que deputados da base de Temer se recusam a apoiar Reforma da Previdência?

Governo Temer perdeu apoio de quase 100 deputados desde o impeachment de Dilma
Governo Temer perdeu apoio de quase 100 deputados desde o impeachment de Dilma
Foto: Reuters / BBCBrasil.com

Governo perdeu apoio de quase cem integrantes da Câmara desde o impeachment de Dilma, em maio de 2016. Congressistas citam problemas de comunicação, fragilidade de líderes e medo da resposta eleitoral em 2018.













quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Por que o homem não pisou mais na Lua?


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Trump aprovou nesta semana diretriz para EUA voltarem a enviar naves tripuladas ao satélite natural e, de lá, até Marte. Mas quais as razões para as missões terem sido interrompidas 45 anos atrás?

Questão de orçamento

Com a façanha de Armstrong, os Estados Unidos foram coroados em sua batalha pela corrida espacial com a então União Soviética, que já havia colocado um cachorro e um tripulante, Yuri Gagarin, no espaço, mas não conseguiu chegar muito além da atmosfera terrestre.
A iniciativa foi, no entanto, extremamente dispendiosa.
Trump em comício em Pasacolo, na Flórida (Foto: AP Photo/Susan Walsh)Trump em comício em Pasacolo, na Flórida (Foto: AP Photo/Susan Walsh)
Trump em comício em Pasacolo, na Flórida (Foto: AP Photo/Susan Walsh)
"Enviar uma nave tripulada à Lua era extremamente caro, e realmente não há uma explicação verdadeiramente científica para sustentá-la", explica à BBC Mundo Michael Rich, professor de Astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
De acordo com o especialista, para além do interesse científico, por trás das missões à Lua encontravam-se razões políticas – basicamente a competição pelo controle do espaço.Ao longo dos anos, com a Lua "conquistada" pelos Estados Unidos, pisar no satélite começou a perder o interesse. "Não havia justificativa científica ou política para retornar", diz Rich.
George W. Bush propôs em 2004, durante seu mandato, um plano semelhante ao de Trump: enviar uma nova tripulação à Lua e, de lá, abrir as portas para a conquista de Marte.
Mas o projeto se desfez, segundo Rich, pela mesma razão pela qual não havia se repetido antes: seu custo.
O governo Barack Obama, que sucedeu Bush, não se mostrou disposto a gastar os US$ 104 bilhões (o equivalente a R$ 344,44 bilhões) calculados como o custo da empreitada.
"Na prática, é muito difícil convencer o Congresso a aprovar um orçamento tão exorbitante quando, a partir do ponto de vista científico, não havia razões suficientes para retornar à Lua. O projeto Apollo (para levar o homem até lá) foi grandioso, mas pouco produtivo cientificamente falando", comenta.
Durante os anos do programa, o montante que o governo dos Estados Unidos destinava aos projetos da Nasa representava quase 5% do orçamento federal. Atualmente, corresponde a menos de 1%.
"Naqueles anos, os americanos estavam convencidos de que destinar tal quantia para esses projetos era necessário. Depois disso, acredito que a maioria da população não estivesse muito convencida da ideia de que seus impostos fossem destinados a um passeio pela Lua", afirma.
Outra razão, comenta, é que a Nasa se viu envolvida em outros projetos mais importantes nos anos que se seguiram: novos satélites, sondas a Júpiter, pôr em órbita a Estação Espacial Internacional, investigações sobre outras galáxias e planetas, ou seja, projetos que tinham mais "relevância científica" do que uma potencial viagem de volta ao satélite.

A nova corrida espacial




As potenciais viagens à Lua começaram, no entanto, a ganhar novamente interesse nos últimos anos.
Há cada vez mais iniciativas estatais e privadas que não só anunciam um retorno ao satélite, mas também planos ambiciosos de colonização, a maioria baseada no barateamento de tecnologias e na fabricação de naves espaciais.
A China, por exemplo, planeja pousar na superfície da Lua em 2018, enquanto a Rússia anunciou que pretende ter uma nave ali em 2031.
Enquanto isso, muitas iniciativas privadas buscam um modelo de negócios espacial que englobe desde explorar os minerais que existem na Lua até vender fragmentos do satélite como pedras preciosas.
E, ao que parece, os Estados Unidos não querem ficar para trás.

Novas justificativas



A agência espacial americana sustenta há anos que ainda existem grandes razões para voltar à Lua.
A Nasa considera que o retorno do homem poderia trazer um maior conhecimento da ciência lunar e permitir a aplicação de novas tecnologias no solo.
Além disso, Laurie Castillo, porta-voz da Nasa, assegurou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que a agência continua na Lua – mesmo sem a presença humana.
"Temos hoje a Lunar Reconnaissance Orbiter (uma sonda especial americana lançada em 2009 para exploração da Lua), que está fazendo coisas impressionantes", disse
"Mas quando se leva em conta o desenvolvimento tecnológico que alcançamos, você se pergunta se ainda é necessário enviar um homem fisicamente à Lua para comprovar qualquer tecnologia. Então você conclui que as razões para voltar fogem novamente ao meramente científico", opina o professor Rich.
Logo, o anúncio feito por Trump tem fundo político, avalia.
"Acredito que ele queira dar a ideia de que os Estados Unidos não ficarão para trás na nova corrida espacial."
Dados os avanços tecnológicos e a aposta do setor privado na conquista especial, Rich não acredita que uma base na Lua ou em Marte esteja longe da realidade.
"Em menos de cem anos, estou quase certo de que a Lua estará muito próxima e que estaremos explorando outros lugares do Universo."
fontes; 

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